Linha de crédito especial para empresárias é lançada pelo Sicoob Arenito
Sebrae atuará como garantidora de empréstimos, que terão taxas de juros diferenciadas.

O Sicoob Arenito lançou na terça-feira (17) uma linha de crédito especial para empresas administradas por mulheres, fruto de parceria estabelecida com o Sebrae para incentivar e fortalecer o protagonismo feminino no cooperativismo. O Fampe (Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa) é dirigido a Microempreendedoras Individuais (MEI) e proprietárias de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).
Waldir Campana, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Arenito, recepcionou representantes da Aciu (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama), do Conselho da Mulher Empresária e Executiva da Aciu, da Câmara da Mulher Empreendedora da Fecomércio e do Comitê Mulher Sicoob. Ele explicou que o Fampe é um fundo de aval criado pelo Sebrae que será operacionalizado pela cooperativa financeira.
Leila Cristina Gonzaga Florian, coordenadora do Comitê Mulher Sicoob e Conselheira de Administração do Sicoob Arenito, detalha que o Fampe oferece garantia de até 100% do valor do crédito para operações de capital de giro e investimento fixo. “Essa garantia é especialmente valiosa para empresas que não possuem bens para oferecer no momento de solicitar um empréstimo. Significa a possibilidade real de crescimento dos negócios administrados por mulheres”, analisa.
Valores e taxas
O Fampe oferece condições comerciais facilitadas para cooperadas Sicoob Arenito, como explica Jane Panaro Queiroz, consultora gestora do Sebrae Umuarama. “MEIs podem pegar até R$ 100 mil, com taxa de 0,99% mais CDI, que podem ser pagos com seis meses de carência em 54 parcelas. Para as proprietárias de microempresas o valor pode chegar até R$ 400 mil, com taxa de 0,89% e para as donas de empresas de pequeno porte o montante liberado vai a R$ 700 mil, com taxa de 0,79%, também com seis meses de carência para iniciar o pagamento de 54 parcelas”, relata.
Já o professor Ricardo Botelho Camargo, consultor do Sebrae, chamou a atenção para o fato de que o crédito só deve ser tomado de forma consciente, ou seja, se for para ser aplicado em inovação (comprar tecnologia, sistemas de gestão, máquinas melhores etc), expansão (para abrir nova unidade ou aumentar estoque) e marketing (divulgar em redes sociais ou criar e-commerce). “Mas é preciso planejar onde irá investir o crédito tomado, para garantir quanto e como pagar”, instrui.