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Polícia Civil trata caso de casal baleado como tentativa de feminicídio em Umuarama

As vítimas foram identificadas como Ana Paula Dutra, de 38 anos, e seu esposo, o policial rodoviário estadual Rodrigo Gonçalves Vieira, de 40 anos.


Policial

02/02/2026 às 16:43

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O casal Ana Paula Dutra e Rodrigo Gonçalves Vieira (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o caso do casal encontrado baleado na cabeça dentro de um Chevrolet Cruze estacionado na avenida Portugal, na madrugada do último sábado (31), em Umuarama. A principal linha de investigação, conduzida pela Delegacia da Mulher, aponta para uma tentativa de feminicídio seguida de tentativa de suicídio cometida pelo condutor do veículo.

As vítimas foram identificadas como Ana Paula Dutra, de 38 anos, e seu esposo, o policial rodoviário estadual Rodrigo Gonçalves Vieira, de 40 anos. Ambos foram socorridos pelo SAMU após serem avistados por uma testemunha em um ponto isolado da via marginal. Encaminhados ao Hospital Uopeccan, o estado de saúde de Rodrigo é considerado gravíssimo, com o protocolo de morte encefálica já iniciado pela equipe médica, enquanto Ana Paula apresenta melhora e foi transferida para a enfermaria.

O policial foi localizado ao volante com um ferimento transfixante, enquanto a mulher, que estava no banco do passageiro, apresentava sinais de agressões físicas anteriores ao disparo, como hematomas no rosto. Uma arma de fogo foi encontrada no interior do automóvel, indicando que os disparos partiram de dentro do próprio veículo.

Para corroborar a dinâmica dos fatos, a PCPR analisou imagens de monitoramento da região. As gravações confirmam que, desde o momento em que o carro estacionou até o instante em que o casal foi descoberto, nenhum outro veículo ou pedestre se aproximou do local. Esse detalhe é fundamental para que as autoridades descartem a hipótese de uma emboscada ou a participação de uma terceira pessoa no crime.

O inquérito policial aguarda agora a estabilização clínica de Ana Paula para que ela possa prestar depoimento e esclarecer o que motivou a discussão. Além da oitiva da sobrevivente, a Delegacia da Mulher aguarda a conclusão dos laudos periciais da criminalística para encerrar o caso e confirmar oficialmente a cronologia dos disparos e agressões.