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Aos 75 anos, Mercedes transforma a corrida em liberdade e novos começos

Entre treinos, provas e amizades, a umuaramense prova que às vezes é hora de acelerar quando todos pensam em parar.


Cidade

08/03/2026 às 08:00

3 minutos de leitura

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No Dia da Mulher, a história da Mercedes mostra que nunca é tarde para descobrir novos caminhos (Foto: Click Umuarama)

Aos 75 anos, Mercedes Peron Mazzetto não fala em diminuir o ritmo. Pelo contrário: enquanto muitas mulheres cresceram ouvindo que a idade pede calma e menos movimento, ela escolheu, literalmente, correr. Hoje, é a atleta mais experiente do grupo Esquadrão da Corrida, em Umuarama, e carrega no peito medalhas que começaram a surgir numa fase da vida em que muita gente acredita que já fez tudo o que tinha para fazer.

A história dela na corrida começou em fevereiro de 2019. Não havia plano de competir e nem metas grandiosas — apenas o desejo de sair do sedentarismo. Viúva, mãe de três filhos, avó de quatro netos e bisavó de uma menina, Mercedes vive em Umuarama há 53 anos. Professora de matemática do ensino fundamental por décadas, ela se aposentou em 1995. Anos depois, decidiu que ainda havia muito a experimentar.

(Fotos: Click Umuarama)

A corrida apareceu como uma forma de cuidar da saúde física, mental e emocional. Mas não demorou para que se tornasse também um espaço de convivência e amizade. “ Aqui me mantenho saudável, envelheço com autonomia e tenho uma vida social feliz”, resume.

Como acontece com quase todo iniciante, o começo exigiu paciência. Vieram o cansaço, dores musculares e os desconfortos naturais de um corpo se adaptando a uma nova rotina. Aos poucos, porém, o esforço virou hábito. Hoje, Mercedes treina seis dias por semana e já participou de diversas provas. O próximo desafio é a Maratona Internacional de Florianópolis, marcada para o dia 30 de agosto.

(Fotos: Click Umuarama)

Cada corrida traz uma sensação diferente, mas uma delas permanece especialmente viva na memória da Mercedes: a Maratona Internacional de Assunção. Na prova, ela conquistou o segundo lugar em sua categoria — um resultado que nem ela esperava. “Foi uma surpresa muito grande”, lembra.

Correr depois dos 70 anos não é, para Mercedes, um desafio contra o tempo. É apenas uma forma de viver bem dentro dele. Entre treinos, provas e novas amizades, ela segue acumulando quilômetros e histórias — mostrando que, às vezes, o momento de acelerar chega justamente quando muita gente acredita que é hora de parar.