Voluntária transforma rotina hospitalar em um gesto de amor no Norospar
Durante a ação, foram entregues mais de 50 caixas de chocolates às crianças internadas na pediatria.

Em meio à rotina delicada da internação pediátrica, onde o silêncio muitas vezes é interrompido por procedimentos e expectativas, a última quinta-feira (2) foi diferente no Hospital e Maternidade Norospar, em Umuarama. Vestida como a personagem “Princesa Branca de Neve”, a advogada e voluntária Francielly Foiani Ramirez Kramer percorreu corredores e quartos, levando mais do que chocolates: levou leveza, presença e afeto.
Reconhecida na comunidade pelo trabalho contínuo com crianças hospitalizadas, Francielly construiu, ao longo dos anos, uma atuação que ultrapassa o simbolismo das datas comemorativas. Sua presença se tornou parte de um calendário afetivo aguardado por pacientes, familiares e equipes de saúde — especialmente em momentos como a Páscoa, quando o distanciamento do ambiente familiar costuma pesar ainda mais.
Durante a ação, foram entregues mais de 50 caixas de chocolates às crianças internadas na pediatria, além de lembranças para irmãos e pais que acompanham bebês na UTI Neonatal. Os chocolates foram arrecadados com a ajuda da comunidade. A iniciativa, no entanto, não se limitou à distribuição de presentes.
“O que mais marcou foi o sorriso de cada criança. Um sorriso verdadeiro, daqueles que não dá para descrever, apenas sentir. Mesmo diante de tantas batalhas, eles encontram um jeito de sorrir… e isso transforma tudo dentro da gente”, relatou a voluntária.
Para a direção do Norospar, o impacto dessas ações vai além do simbólico e se insere diretamente no cuidado humanizado, cada vez mais valorizado no ambiente hospitalar. A administradora da instituição, Eliane Trentini, destaca que iniciativas como a de Francielly representam um diferencial na experiência dos pacientes.
“A internação já é um momento delicado, especialmente para as crianças. Em datas como a Páscoa, o Dia das Crianças ou o Natal, a presença da Francielly traz um conforto especial — e, claro, muita alegria. É um trabalho que faz diferença real no ambiente hospitalar”, afirma.
Ao final de cada visita, o sentimento que permanece é compartilhado entre quem recebe e quem entrega. “Eu saio de lá sempre diferente. Com o coração transbordando, mais leve e, ao mesmo tempo, profundamente tocado. É impossível não se emocionar. Só gratidão por viver isso, por contar com a confiança do hospital e com a ajuda de tantas pessoas que contribuíram para que esse momento fosse possível”, conclui.