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Como se proteger de golpes? Forças de segurança reforçam orientações após aumento de casos

Criminosos utilizam dados pessoais, processos judiciais e informações bancárias para enganar vítimas.


Policial

08/07/2026 às 09:50

4 minutos de leitura

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Caso a pessoa perceba que caiu em um golpe, é fundamental registrar um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil (Foto: Click Umuarama)

A cada dia, os golpes aplicados por criminosos se tornam mais elaborados e difíceis de identificar. Utilizando informações reais das vítimas, como dados bancários, processos judiciais, compras pela internet e até vínculos familiares, os estelionatários conseguem transmitir credibilidade e convencer muitas pessoas a realizar transferências bancárias ou fornecer informações sigilosas. Diante desse cenário, as forças de segurança de Umuarama alertam que a prevenção continua sendo a principal arma para evitar prejuízos.

O alerta foi reforçado após um levantamento realizado pelo 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), que identificou um aumento nas ocorrências de estelionato nos municípios da região. Segundo a corporação, os golpes registrados nos últimos meses já provocaram prejuízos superiores a R$ 40 mil. Embora pessoas de todas as idades possam ser vítimas, os idosos continuam sendo os principais alvos dos criminosos.

Entre as fraudes mais recorrentes está o golpe do falso funcionário de banco ou cooperativa. Os criminosos entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens alegando movimentações suspeitas na conta da vítima e solicitam transferências via Pix, contratação de empréstimos, reconhecimento facial ou até códigos de autenticação enviados por SMS. As forças de segurança reforçam que nenhuma instituição financeira solicita esse tipo de procedimento para cancelar fraudes ou proteger contas bancárias.

Outro golpe que tem feito vítimas é o do falso advogado. Após descobrir que uma pessoa possui um processo judicial em andamento, os criminosos entram em contato informando que a ação foi concluída e que há valores disponíveis para saque. Em seguida, pedem o pagamento de supostas taxas ou depósitos antecipados para liberar o dinheiro. A orientação é sempre confirmar qualquer informação diretamente com o advogado responsável, utilizando apenas os canais oficiais de contato.

Também continuam frequentes os golpes do falso parente, da compra e venda pela internet e do falso aluguel. Em muitos casos, os estelionatários afirmam que trocaram de número de telefone e pedem dinheiro emprestado, anunciam produtos inexistentes com preços muito abaixo do mercado ou oferecem imóveis para locação exigindo pagamentos antecipados. Desconfiar de ofertas vantajosas demais e confirmar a identidade da pessoa antes de fazer qualquer transferência são atitudes que podem evitar prejuízos.

As autoridades também chamam a atenção para golpes envolvendo falsas premiações, falsas centrais de atendimento, acesso remoto ao celular, extorsões praticadas por criminosos que se passam por integrantes de facções e até o chamado golpe espiritual, em que falsos líderes religiosos conquistam a confiança das vítimas para obter dinheiro ou facilitar furtos. Outro crime que ainda faz vítimas, principalmente idosos, é o golpe do bilhete premiado, aplicado nas proximidades de bancos.

Para reduzir os riscos, as forças de segurança orientam que a população nunca realize pagamentos sob pressão, não compartilhe senhas, códigos de verificação ou dados bancários, não instale aplicativos indicados por desconhecidos e desconfie de qualquer pedido urgente envolvendo dinheiro. Sempre que houver dúvidas, o ideal é interromper a conversa e entrar em contato diretamente com a instituição, empresa ou familiar utilizando números de telefone já conhecidos.

Outra recomendação importante é conversar com familiares, principalmente com pessoas idosas, sobre os golpes mais comuns. Muitas fraudes poderiam ser evitadas se a vítima buscasse a opinião de alguém de confiança antes de realizar uma transferência bancária.

Caso a pessoa perceba que caiu em um golpe, a orientação é agir rapidamente. Além de comunicar imediatamente o banco para tentar bloquear a transação, é fundamental registrar um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil. O documento permite o início das investigações, auxilia na identificação dos autores e contribui para que as forças de segurança mapeiem as modalidades criminosas mais praticadas na região. Em situações de emergência ou quando o golpe estiver em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.