Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa que furtava Hilux em Umuarama
A investigação aponta que os veículos eram levados ao Paraguai; adolescentes também participavam do esquema.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Kriptonita, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em furtos qualificados de Toyota Hilux. Coordenada pelo Setor de Crimes Patrimoniais do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, a ação conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná e da Força Nacional de Segurança Pública.
De acordo com as investigações, o grupo era comandado a partir de Umuarama por um homem conhecido pelo apelido de “Forte”, que possui antecedentes criminais e um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, decorrente de condenação por tráfico de drogas. A polícia também aponta que ele teria liderado uma fuga da cadeia pública de Assis Chateaubriand, em 2025, quando agentes penitenciários foram rendidos e mantidos como reféns. Na ocasião, os fugitivos teriam levado viaturas e armas da unidade prisional.
Conforme a PCPR, a organização mantinha uma divisão de tarefas e recrutava criminosos de Joinville, em Santa Catarina, para atuar no Paraná. As despesas com deslocamento, combustível e aluguel de quitinetes utilizadas como bases operacionais seriam custeadas pelo líder. A investigação também identificou o envolvimento de adolescentes, que atuariam na escolha de vítimas vulneráveis e na condução das caminhonetes furtadas.
Ainda segundo a polícia, os veículos eram transportados em alta velocidade por rodovias estaduais e federais até a região de fronteira, de onde seguiriam para receptação no Paraguai. Para incentivar os integrantes, o líder também promoveria confraternizações e churrascos em chácaras de lazer, conforme os elementos reunidos durante a investigação.
A Operação Kriptonita prevê o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais são executadas simultaneamente em Umuarama, Alto Piquiri, Guaíra e Perobal. Entre os materiais procurados estão equipamentos eletrônicos utilizados na programação de chaves automotivas, módulos de ignição, ferramentas para arrombamento, placas clonadas, armas de fogo, dinheiro e dispositivos eletrônicos.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como organização criminosa armada e transnacional, furto qualificado, fraude eletrônica, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.