Caso dos desaparecidos: principal linha é homicídio, mas nenhuma hipótese está descartada
De acordo com o delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, todas as linhas de investigação seguem em aberto.

A Polícia Civil de Umuarama segue investigando o desaparecimento de quatro homens, ocorrido no dia 5 de agosto, em Icaraíma. Os desaparecidos são Alencar Gonçalves de Souza, morador da cidade, e os paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, vistos pela última vez naquela data. Até o momento, nenhuma das vítimas foi localizada.
Segundo as investigações, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) em 4 de agosto rumo ao Paraná. O objetivo da viagem era atender a um serviço contratado por Alencar Gonçalves de Souza, que teria solicitado apoio para cobrar uma dívida no valor de R$ 255 mil. No entanto, um dia após a chegada, os quatro desapareceram sem deixar vestígios.
De acordo com o delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, todas as linhas de investigação seguem em aberto, embora a hipótese mais provável, até o momento, seja de homicídio. O caso é tratado com cautela, diante da grande quantidade de informações desencontradas e boatos que vêm surgindo.
“Durante toda a semana passada, nossas equipes ficaram empenhadas em buscar imagens de câmeras por todos os locais de interesse da investigação, inclusive no endereço que um dos desaparecidos deixou como localização antes do sumiço”, explicou o delegado. Essa localização foi enviada por um dos paulistas a um amigo de São Paulo, mas já foi apurado que a mensagem se referia a outra conversa e não está ligada diretamente ao desaparecimento.
O delegado esclareceu ainda que o envio da localização se deu durante uma negociação sobre a compra de um veículo. “Ele mandou a localização apenas para mostrar ao amigo que não poderia ver o carro naquele momento, pois estava no Paraná. Não teve relação direta com a situação ocorrida em Icaraíma”, acrescentou.
O Grupo TIGRE, unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, está atuando no caso desde o dia 6 de agosto, quando a polícia tomou conhecimento oficial do desaparecimento. A participação do grupo especializado será mantida até a conclusão das investigações.