Desaparecimento em Icaraíma completa duas semanas; Polícia Civil mantém investigação
A principal hipótese é de homicídio, mas nenhuma linha de investigação está descartada até o momento.

Duas semanas após o desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, no noroeste do Paraná, o caso ainda permanece sem solução. A Polícia Civil de Umuarama segue investigando o paradeiro de Alencar Gonçalves de Souza, morador da cidade, e dos paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso. Eles foram vistos pela última vez no dia 5 de agosto, e desde então não há notícias concretas sobre o destino dos envolvidos.
De acordo com as investigações, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) no dia 4 de agosto para atender a um chamado de Alencar no Paraná. O objetivo da viagem seria cobrar uma dívida de R$ 255 mil, conforme apurado pela polícia. Contudo, no dia seguinte à chegada, os quatro desapareceram sem deixar qualquer rastro.
O delegado Gabriel Menezes, responsável pela 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, informou que todas as possibilidades estão sendo consideradas, mas que a principal linha de investigação aponta para a ocorrência de homicídio. “Estamos diante de muitas informações desencontradas e boatos, por isso o caso exige cautela e apuração minuciosa”, destacou.
Durante a semana passada, as equipes da polícia civil realizaram um intenso trabalho de análise de imagens de câmeras de segurança em locais estratégicos, incluindo um endereço que chegou a ser compartilhado por um dos desaparecidos. A localização, no entanto, foi enviada durante uma negociação sobre um veículo e, segundo a polícia, não tem relação direta com o caso.
Desde o dia 6 de agosto, o Grupo TIGRE – unidade de elite da Polícia Civil do Paraná – está atuando na investigação. A participação do grupo será mantida até que o caso seja totalmente esclarecido. As diligências seguem em sigilo e, até o momento, não há novas atualizações divulgadas oficialmente.