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Líder de grupo investigado por crimes na fronteira é preso em Umuarama

Homem administrava perfil com mais de 300 mil seguidores usado para promover tráfico, contrabando e outros crimes.


Policial

09/09/2025 às 09:13

2 minutos de leitura

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A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que utilizava redes sociais para promover e praticar crimes (Foto: Polícia Federal)

Umuarama foi um dos alvos da Operação Revanche, deflagrada nesta terça-feira (9) pela Polícia Federal com apoio da Polícia Militar do Paraná. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que utilizava redes sociais para promover e praticar crimes como tráfico de drogas, contrabando, descaminho, estelionato e até divulgação de jogos de azar. O principal investigado foi preso em flagrante na cidade.

O homem, apontado como líder do grupo, administrava uma conta com mais de 300 mil seguidores, onde publicava vídeos e imagens que faziam apologia ao crime. Segundo as investigações, ele usava o perfil não apenas para exaltar a criminalidade, mas também para recrutar simpatizantes, com discursos que tentavam legitimar os atos ilícitos como parte de uma suposta “causa econômico-social”.

Durante o cumprimento dos mandados em Umuarama, ele foi preso em flagrante pelos crimes de desobediência, obstrução da justiça e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Guaíra, onde permanece à disposição da Justiça.

(Foto: Polícia Federal)

O grupo criminoso tinha forte atuação na Região Oeste do Paraná, especialmente na faixa de fronteira com o Paraguai. Além de Umuarama, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Santa Tereza do Oeste e Castro (PR), além de Itapema (SC), todos expedidos pela Justiça Federal da 1ª Vara Criminal de Guaíra.

Outro ponto investigado foi o uso de símbolos personalizados como bonés e camisetas, usados para reforçar a identidade do grupo e ostentar vínculos com o crime organizado. Esses materiais também apareciam com frequência nas postagens da rede social, como forma de atrair novos integrantes e simpatizantes. A conta administrada pelo investigado foi bloqueada por determinação judicial, como forma de interromper a disseminação de conteúdo criminoso.