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Empresário umuaramense é investigado por golpes milionários e lavagem de dinheiro

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa e na sede da empresa do investigado; caso envolve prejuízos que somam milhões em diversos municípios.


Policial

09/09/2025 às 12:32

4 minutos de leitura

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Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, cumpriu na manhã desta terça-feira (9) dois mandados de busca e apreensão contra um empresário de 45 anos, identificado como L.B., proprietário de uma empresa de energia sustentável. Ele é investigado por crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, com contratos que somam valores milionários.

As ordens judiciais foram executadas na residência do empresário, localizada em um condomínio na avenida Rio Grande do Sul, e na sede da empresa, situada no Parque Residencial da Gávea, ambos os endereços em Umuarama. Durante as buscas, os policiais apreenderam documentos, duas pistolas calibre .380 com registro, quatro munições calibre .38 sem autorização legal, além do celular do investigado.

L.B. foi autuado em flagrante por posse ilegal de munição, crime de menor potencial ofensivo. A fiança foi arbitrada em R$ 2 mil e, após o pagamento, ele foi colocado em liberdade. As armas de fogo apreendidas estavam legalizadas, mas a posse das munições resultou na autuação. O celular e os documentos recolhidos serão analisados para aprofundar a investigação.

Os policiais apreenderam documentos durante as buscas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O caso que deu início às investigações foi registrado no dia 5 de maio deste ano, por uma vítima de 62 anos, morador de Maria Helena. Segundo ele, em janeiro de 2024 assinou contrato para compra e arrendamento de duas usinas de energia fotovoltaica, com a promessa de rendimento mensal de R$ 8 mil durante oito anos. No entanto, as usinas nunca foram instaladas.

A vítima relatou ainda que, sem aviso prévio, teve um financiamento de R$ 1,2 milhão aprovado em seu nome junto à Caixa Econômica Federal, em Paranavaí. O investigado teria solicitado autorização para “verificação de crédito”, mas usou o documento para efetivar o empréstimo rural, cujos valores foram transferidos diretamente para a empresa. Nenhuma parcela foi paga, o que resultou na negativação do nome da vítima.

Com o avanço das apurações, a Polícia Civil identificou diversos outros boletins de ocorrência com o mesmo padrão de golpe. Os casos foram registrados em Paranavaí (R$ 2,76 milhões e R$ 2,24 milhões), Assis Chateaubriand (R$ 1,15 milhão e R$ 4,07 milhões), e Marechal Cândido Rondon (R$ 2,1 milhões). Todos os financiamentos foram feitos junto à agência da Caixa em Paranavaí.

O modo de operação é semelhante em todas as denúncias: o investigado apresenta o negócio de forma presencial, orienta as vítimas a assinar documentos sob o pretexto de análise de crédito e, posteriormente, realiza os financiamentos, ficando com os valores sem prestar os serviços prometidos. As usinas contratadas não são entregues e os empréstimos não são pagos, gerando sérios prejuízos às vítimas.

Além da investigação em andamento na 7ª SDP de Umuarama, a Polícia Civil também recebeu documentação da Polícia Federal de Maringá contendo denúncias semelhantes. Um dossiê aponta que cerca de 80 produtores rurais de municípios como Umuarama, Palotina, Assis Chateaubriand, Paranavaí e Amaporã podem ter sido vítimas do mesmo golpe.

Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil, que segue com as investigações. A corporação orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia mais próxima para registrar boletim de ocorrência. Os casos registrados em outras cidades serão investigados pelas respectivas unidades policiais locais.