Esposa de suspeito de homicídio em Icaraíma passa mal e é atendida em hospital de Umuarama
Gestante procurou atendimento médico na Norospar; ela não é investigada no caso que resultou na morte de quatro homens, cujos principais suspeitos seguem foragidos.

A esposa de Paulo Ricardo Buscariollo, um dos principais suspeitos da chacina que vitimou quatro homens em Icaraíma, procurou atendimento médico na maternidade do hospital Norospar, em Umuarama, na quarta-feira (1). Grávida, ela sentiu-se mal e passou por exames antes de receber alta médica.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher foi ouvida pelas autoridades, mas os conteúdos dos depoimentos não foram divulgados. Ainda segundo a corporação, ela é considerada apenas declarante e, no momento, não é investigada no caso. Não há indícios de que tenha qualquer envolvimento com os crimes.
Paulo Ricardo, de 22 anos, e seu pai, Antônio Buscariollo, de 66, são apontados como os principais suspeitos do assassinato de quatro homens cujos corpos foram encontrados enterrados em uma área rural de Icaraíma. Ambos estão com mandados de prisão em aberto e seguem foragidos.
A Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas na execução do crime. Segundo os investigadores, a logística envolvida — incluindo o sequestro das vítimas, a execução com possível uso de arma de fogo, e a ocultação dos corpos e do veículo — sugere a atuação de mais envolvidos.
Os corpos foram localizados na madrugada do dia 19 de setembro, após intensas buscas que contaram com apoio de forças de segurança e maquinário da Prefeitura de Icaraíma. As vítimas apresentavam sinais de violência, como perfurações compatíveis com disparos de arma de fogo no rosto e no tórax.
As vítimas foram identificadas como Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. A investigação do caso segue em sigilo, mas já apontou que o crime pode ter sido premeditado e articulado com cuidado.
A descoberta da caminhonete Fiat Toro, enterrada em um bunker no dia 12 de setembro, reforça a hipótese de tentativa de ocultação de provas. A Polícia Civil segue com as diligências e mantém os esforços para localizar e prender os envolvidos.