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Polícia Civil detalha andamento das investigações sobre homicídios em Icaraíma

Força-tarefa analisa grande volume de dados; sigilo de diligências ainda em andamento dificulta acesso à defesa.


Policial

04/11/2025 às 17:42

3 minutos de leitura

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De acordo com a Polícia Civil, ainda não há previsão para conclusão das investigações (Foto: Click Umuarama)

A Polícia Civil de Umuarama esclareceu questionamentos sobre o andamento das investigações envolvendo os quatro homicídios ocorridos em Icaraíma, que resultaram na morte de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. A ação policial mobilizou diversas equipes para localizar os corpos e analisar provas do crime.

Recentemente, surgiram dúvidas quanto à existência de um novo inquérito. A defesa de Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo alegou dificuldades de acesso aos autos após a criação de um suposto inquérito apensado. A Polícia Civil informou, no entanto, que não há novo inquérito, apenas medidas cautelares em apenso, que permanecem em sigilo por tratarem de diligências ainda em andamento.

O sigilo das medidas cautelares segue decisão judicial e está em conformidade com a Súmula Vinculante nº 14 do STF, que permite a restrição do acesso a advogados e partes enquanto diligências não são concluídas, evitando que a investigação seja prejudicada.

Ainda não há previsão para conclusão das investigações. Segundo a Polícia Civil, o volume de dados obtidos é extremamente robusto, exigindo a criação de uma força-tarefa com agentes de polícia judiciária, analistas de dados e membros do Grupo de Diligências Especiais de Umuarama para dar maior celeridade ao caso.

As diligências iniciais resultaram na localização dos corpos enterrados em uma área rural de Icaraíma no dia 19 de setembro, cerca de 500 metros do local onde a caminhonete Fiat Toro utilizada pelas vítimas havia sido descoberta. A caminhonete estava enterrada em um bunker, com sinais de tiros e vestígios de sangue em seu interior, possivelmente para encobrir provas.

A investigação constatou que os corpos apresentavam sinais de violência, incluindo possíveis disparos de arma de fogo no rosto e tórax. A Polícia Científica atuou na perícia para identificar as causas da morte e coletar elementos que possam esclarecer o crime.

Diante da complexidade do caso e da grande quantidade de informações, a Polícia Civil estima que as investigações ainda se prolonguem por alguns meses, enquanto a força-tarefa analisa dados e diligências em andamento, garantindo que todas as provas sejam devidamente apuradas.