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Caso Icaraíma: Polícia Civil diz que sigilo é essencial para avanço das investigações

Autoridades negam a existência de novo inquérito e afirmam que perícias definirão momento e dinâmica das mortes.


Policial

05/11/2025 às 17:02

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Devido à complexidade e ao grande volume de informações, foi criada uma força-tarefa com agentes da polícia judiciária, analistas de dados e integrantes do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Umuarama (Foto: Click Umuarama)

A Polícia Civil de Umuarama esclareceu novos questionamentos sobre o andamento das investigações que apuram os quatro homicídios ocorridos em Icaraíma, que resultaram na morte de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. A operação mobilizou diversas equipes policiais para localizar os corpos e reunir provas que possam esclarecer o caso.

Nos últimos dias, surgiram dúvidas sobre a suposta existência de um novo inquérito policial. A defesa de Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo alegou dificuldades de acesso aos autos após a criação de um suposto processo apensado. A Polícia Civil, contudo, esclareceu que não há novo inquérito, apenas medidas cautelares anexadas ao processo principal, que permanecem sob sigilo judicial por envolver diligências ainda em andamento.

De acordo com a instituição, o sigilo segue determinação judicial e está amparado pela Súmula Vinculante nº 14 do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a restrição temporária de acesso às partes enquanto as diligências não são concluídas, evitando que a investigação seja comprometida. A Polícia Civil enfatizou que essa medida não representa atraso, mas sim uma garantia de eficiência e segurança no processo investigativo.

Questionada sobre o momento da morte das vítimas e a dinâmica dos fatos, a corporação informou que essas definições dependem da conclusão de diversos laudos periciais. Segundo a nota, não é possível indicar com precisão essas informações sem a análise técnica completa, para evitar a divulgação de dados que possam não corresponder integralmente à realidade.

A Polícia Civil negou que o sigilo e a demora na conclusão das investigações tenham o objetivo de beneficiar os responsáveis pelos crimes. Pelo contrário, destacou que o sigilo é essencial para proteger as linhas de apuração e assegurar o sucesso do trabalho policial. A corporação lembrou que há casos complexos de homicídio que demandam meses ou até anos de investigação, mas que resultam em prisões e responsabilização dos envolvidos.

Devido à complexidade e ao grande volume de informações, foi criada uma força-tarefa com agentes da polícia judiciária, analistas de dados e integrantes do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Umuarama. O objetivo é dar mais celeridade à análise das provas e à conclusão do caso, que segue sem prazo definido para ser finalizado.