Delegacia da Mulher de Umuarama fecha 2025 sem feminicídios registrados na comarca
Dados apontam aumento nas denúncias, mais medidas protetivas e avanço nas ações investigativas da Polícia Civil.

A Delegacia da Mulher de Umuarama divulgou nesta semana o balanço das atividades realizadas ao longo de 2025, com um dado considerado histórico: a ausência total de feminicídios, tanto consumados quanto tentados, em toda a comarca. A área de atuação da unidade abrange os municípios de Umuarama, Maria Helena, Douradina e Perobal. No ano anterior, 2024, haviam sido registrados três casos desse tipo de crime.
Para a delegada titular, Dra. Fernanda Bertoco Mello, o resultado é reflexo direto das ações preventivas adotadas pela Polícia Civil. Segundo ela, o feminicídio pode ser evitado quando a vítima denuncia a violência. “Quando a mulher procura ajuda e o agressor é retirado de circulação ou quando a medida protetiva é efetivamente garantida, conseguimos interromper uma escalada de violência que poderia terminar em morte”, afirma.
O relatório também aponta um aumento expressivo no número de denúncias. Em 2025, foram registrados 2.132 Boletins de Ocorrência, um crescimento de 41% em relação a 2024, quando o total foi de 1.513. Para a Polícia Civil, esse avanço é visto de forma positiva, pois indica que mais mulheres estão rompendo o ciclo do silêncio e confiando no trabalho das instituições de segurança.
Outro indicador que reforça esse cenário é o crescimento na concessão de Medidas Protetivas de Urgência. O número de solicitações passou de 593 em 2024 para 636 em 2025. No mesmo período, a Delegacia da Mulher contabilizou 170 prisões em flagrante relacionadas a casos de violência doméstica e familiar.
A atuação investigativa também ganhou destaque ao longo do ano. O cumprimento de mandados de prisão dobrou, passando de 14 para 28, enquanto os mandados de busca e apreensão tiveram aumento de 43%, saltando de 37 para 53. Segundo a Polícia Civil, os dados demonstram uma postura cada vez mais proativa e eficiente no enfrentamento da violência doméstica e na proteção de mulheres, crianças e adolescentes na região.