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Prefeitura de Umuarama projeta cenário fiscal apertado e anuncia mudanças administrativas

Balanço do primeiro ano de governo aponta ajustes financeiros, obras condicionadas à infraestrutura e reformulação de serviços públicos.


Economia

19/12/2025 às 14:36

3 minutos de leitura

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Prefeito Fernando Scanavaca apresentou um panorama do primeiro ano de sua gestão (Foto: Click Umuarama)

Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira (19), o prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca, apresentou um diagnóstico do primeiro ano de sua administração e traçou perspectivas para o próximo período, destacando desafios fiscais e estratégias para manter o funcionamento da máquina pública.

Segundo o chefe do Executivo, as estimativas indicam que o município pode iniciar o próximo ano com um déficit entre R$ 26 e R$ 27 milhões, provocado principalmente pela redução nas transferências do IPVA e por mudanças no formato de arrecadação do imposto de renda dos servidores municipais.

O prefeito explicou que parte da arrecadação atual foi utilizada para quitar obrigações herdadas da administração anterior. Com o ingresso do IPTU ao longo do ano, houve recomposição do caixa municipal, permitindo aplicações financeiras que geraram rendimentos utilizados para cobrir despesas como o pagamento do 13º salário.

Diante do cenário projetado, a prefeitura já definiu medidas de racionalização de gastos. Uma delas é a redução de 20% na circulação da frota oficial a partir de janeiro. Outra frente será a modernização administrativa, com a meta de tornar os processos totalmente digitais e acabar com o uso de papel até o segundo semestre.

Na área de habitação, o prefeito comentou sobre o projeto de moradias populares no São Cristóvão, ressaltando que a iniciativa depende de melhorias no sistema viário da região. Ele também afirmou estar articulando para que uma trincheira no trevo da PR-323, próximo ao Parque de Exposições, seja a primeira obra executada dentro da concessão da rodovia.

Em relação à mobilidade urbana, o prefeito defendeu a manutenção do estacionamento rotativo sob gestão municipal, argumentando que o modelo preserva a arrecadação local. Já no transporte coletivo, a proposta é que o município assuma a coordenação do sistema, com previsão de novos veículos e um modelo de remuneração baseado na quilometragem percorrida.

Ao abordar os eventos de Natal, Scanavaca ressaltou que grande parte dos recursos utilizados teve origem em repasses estaduais, minimizando o impacto nas contas municipais. Para 2026, a administração afirma que a prioridade será manter o equilíbrio financeiro e garantir a continuidade dos serviços públicos em um contexto econômico considerado mais restritivo.