Avó de alunas da Apae cria projeto e mobiliza voluntários para transformar a instituição
Sarah Felix criou o projeto “Mãos que Transformam”, reuniu voluntários e mobilizou empresas para revitalizar a instituição por meio da pintura.

Antes de empunhar um rolo de tinta para transformar paredes, Sarah Felix precisou transformar um sentimento em atitude. Pintora há mais de duas décadas, ela encontrou na Apae de Umuarama um motivo ainda maior para exercer a profissão que ama. Avó de duas crianças atendidas pela instituição, decidiu retribuir o acolhimento recebido criando o projeto “Mãos que Transformam”, iniciativa que mobilizou voluntários e empresas para revitalizar os espaços da escola.
A ideia nasceu inspirada em ações sociais que Sarah já conhecia por meio da Associação Brasileira dos Pintores Profissionais (ABRAP) e do Movimento Brasil por um Pintor Melhor (MBPM), entidades que promovem projetos de transformação de fachadas e campanhas solidárias em diversas cidades do país. O desejo de trazer esse espírito para Umuarama cresceu ao acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pela Apae. “Desde o momento em que vi a atenção e o carinho com que os alunos são recebidos e cuidados, senti que precisava fazer algo pela instituição”, conta.
Transformar esse desejo em realidade, no entanto, exigiu dedicação. O primeiro desafio foi buscar apoio para um projeto de grande porte, que demandava uma quantidade significativa de materiais. Sarah apresentou a proposta às empresas e encontrou receptividade. A Ciacollor doou as tintas utilizadas na revitalização, enquanto a Brancores, Umutintas e a Salvabras também contribuíram com materiais, ferramentas e insumos que permitiram tirar a ação do papel.

Depois vieram os voluntários. Sarah criou um grupo de mensagens, reuniu amigos da profissão e explicou a proposta. Ao todo, 13 pintores dedicaram dois finais de semana para renovar a pintura da Apae.
“O mais emocionante foi ver a alegria dos meus amigos durante a execução da ação”, afirma. Segundo Sarah, a pintura vai muito além da renovação da estrutura física. “As cores trazem alegria para o coração. Uma casa sem pintura é como uma árvore sem folhas. Poder proporcionar essa transformação é muito gratificante”, comentou.

Com a conclusão da revitalização da Apae, Sarah espera que o “Mãos que Transformam” seja apenas o começo. Seu sonho é que novas ações sociais aconteçam em Umuarama e que cada iniciativa conte com ainda mais voluntários e apoiadores. “Todos nós podemos fazer a diferença, seja em gestos ou atitudes. Quando tiver para doar, doe”, finaliza.