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Chuvas e temperaturas elevadas aumentam riscos de acidentes com animais peçonhentos

O alerta é da Secretaria de Estado da Saúde. No Paraná, maior número de acidentes é com aranhas e escorpiões, mas há risco também com abelha, cobras e lagartas.


Cidade

06/11/2026 às 11:39

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De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o período favorece a movimentação desses animais em razão da reprodução das espécies, do metabolismo mais ativo e da busca por alimento (Foto: Assessoria)

O aumento das temperaturas associado ao volume elevado de chuvas dos últimos meses acende um alerta para o risco de acidentes com animais peçonhentos no Paraná. Em Umuarama e região, a população deve redobrar os cuidados, principalmente em quintais, jardins, terrenos baldios e dentro das residências, onde esses animais podem encontrar abrigo e alimento.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o período favorece a movimentação desses animais em razão da reprodução das espécies, do metabolismo mais ativo e da busca por alimento. Entre os principais estão aranhas, escorpiões, cobras, abelhas e lagartas. O risco também aumenta com a circulação de pessoas em áreas de mata.

As aranhas e os escorpiões lideram os registros de acidentes no Paraná. Em 2025, foram contabilizados 9.558 acidentes com aranhas e 8.472 com escorpiões. Já entre janeiro e outubro de 2026, os números preliminares apontam 6.543 ocorrências envolvendo aranhas e 7.180 com escorpiões. Neste ano, não houve mortes registradas por esses animais até o período divulgado.

As abelhas aparecem em terceiro lugar no número de acidentes, com 2.342 registros em 2026. Apesar da quantidade menor, são as ocorrências com maior letalidade: 12 pessoas morreram neste ano em decorrência de reações alérgicas graves ou envenenamento provocado por múltiplas picadas. Em caso de ataque com várias picadas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

A Sesa também chama a atenção para os escorpiões, especialmente o amarelo, considerado o de maior risco de complicações graves. Em 2025, quatro pessoas morreram após acidentes com escorpiões no Paraná, sendo três crianças e um adolescente. Crianças de até 10 anos são mais vulneráveis aos efeitos do veneno e precisam de atendimento rápido em caso de picada.

Para reduzir os riscos, a orientação é manter quintais, jardins e terrenos limpos, evitar o acúmulo de entulhos, manter a grama aparada e combater insetos, como baratas. Dentro de casa, é importante sacudir roupas e calçados antes de utilizá-los, instalar telas em ralos, vedar frestas e evitar que roupas de cama encostem no chão. Também não se deve colocar as mãos em buracos, sob pedras ou em troncos.

Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde, sem tentar tratamentos caseiros. O Paraná conta com 211 pontos de atendimento que disponibilizam soros antivenenos, incluindo os utilizados contra picadas de escorpiões e aranhas. A Secretaria ainda orienta que colmeias e enxames não sejam removidos pelos próprios moradores: o serviço deve ser realizado por profissionais treinados e equipados.