Menu

Identificado corpo encontrado no Lago Aratimbó; homem usava documentos falsos

Delmir Neres da Silva, de 49 anos, era procurado por latrocínio e apropriação indébita; polícia suspeita de morte por afogamento.


Policial

22/07/2025 às 17:03

2 minutos de leitura

Participe do nosso grupo no WhatsApp
Compartilhe
Na ocasião do achado, o corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama sem identificação (Foto: Click Umuarama)

A Polícia Civil de Umuarama confirmou nesta semana a identidade do corpo encontrado em estado avançado de decomposição na mata ciliar do Lago Aratimbó, no dia 4 de maio de 2025. Após perícia papiloscópica e investigação minuciosa, foi identificado que se tratava de Delmir Neres da Silva, de 49 anos, natural de Coribe (BA), que utilizava documentos falsos em nome de outra pessoa.

Na ocasião do achado, o corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama sem identificação. A análise das impressões digitais pelo Instituto de Identificação do Paraná (IIPR) inicialmente apontou coincidência biométrica com o nome E.D.S.S., homem de 48 anos. Contudo, familiares do verdadeiro E.D.S.S. confirmaram que ele estava vivo, levantando suspeitas de falsidade ideológica.

O IIPR, em parceria com institutos de identificação de outros estados e a Polícia Federal, conseguiu esclarecer o caso. As investigações revelaram que o corpo era, na verdade, de Delmir Neres da Silva, que havia assumido ilegalmente a identidade de E.D.S.S., obtendo documentos falsos, inclusive um título de eleitor, utilizando dados de terceiros.

Consultas ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) apontaram que havia dois mandados de prisão em aberto contra Delmir: um por apropriação indébita, expedido pela 3ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia (GO), com validade até junho de 2025; e outro por latrocínio, expedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Goiânia, com validade até 2034, referente a uma pena restante de 25 anos.

Os órgãos de segurança agora trabalham na atualização dos cadastros e correções nos registros civis e criminais relacionados ao uso da identidade falsa por parte de Delmir. A Polícia Civil do Paraná informou que irá repassar todas as informações às autoridades competentes nos estados envolvidos.

Quanto à causa da morte, os laudos periciais não identificaram sinais de violência no corpo. A hipótese mais provável, segundo a Polícia Civil, é que Delmir tenha morrido por afogamento, embora o caso continue sob apuração.