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“Não partem da Polícia Civil”: delegado rebate notícias sobre desaparecidos de Icaraíma

Polícia Civil afirma que versões sobre dinâmica do crime e relação com outro homicídio não partem da investigação oficial.


Policial

18/09/2025 às 12:23

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Delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, se manifestou nesta quinta-feira (18) (Foto: Click Umuarama)

O delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, divulgou um esclarecimento nesta quinta-feira (18) sobre notícias veiculadas envolvendo o caso do desaparecimento de quatro homens em Icaraíma. Segundo ele, informações publicadas por alguns veículos de imprensa, que sugerem detalhes sobre a dinâmica do crime ou possíveis conexões com outro homicídio na cidade, não têm como base dados oficiais da Polícia Civil.

“Recebi vários questionamentos sobre matérias que indicariam, por exemplo, a quantidade de atiradores ou uma suposta relação com outro homicídio praticado em Icaraíma. Esclareço que essas versões não foram repassadas pela Polícia Civil, e desconhecemos a fonte dessas informações”, afirmou o delegado. Ele também ressaltou que, em razão do sigilo das investigações, determinados pontos não podem ser expostos neste momento.

O caso segue sendo investigado com prioridade. Até agora, não foram encontrados os corpos das vítimas, mas durante as buscas realizadas no último final de semana, a Polícia Civil localizou projéteis e cartuchos de calibre 9 milímetros em uma propriedade rural próxima ao local onde teria ocorrido a cobrança de uma dívida — considerada a motivação do crime.

A principal linha de investigação aponta que os quatro homens foram executados dentro de uma caminhonete Fiat Toro, encontrada no dia 12 de setembro com marcas de tiros e vestígios de sangue. A suspeita é de que o veículo tenha sido enterrado em um bunker para ocultar provas, o que reforça a hipótese de homicídio.

As vítimas são Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso, todos moradores de São José do Rio Preto (SP), e Alencar Gonçalves de Souza, que teria atuado como intermediador da cobrança da dívida, no valor de R$ 255 mil. Eles desapareceram no dia 5 de agosto e, desde então, não fizeram mais contato com familiares.

Os principais suspeitos do crime, Antonio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, seguem foragidos. A Polícia Civil segue conduzindo a investigação sob sigilo e busca a elucidação completa dos fatos.