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PMs presos são apontados como integrantes de esquema de contrabando há ao menos três anos

O esquema envolveria, principalmente, o contrabando de celulares e cigarros eletrônicos, produtos de alto valor no mercado ilegal.


Policial

25/03/2026 às 13:46

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Detalhes da Operação Aliança foram divulgados durante entrevista à imprensa (Foto: Divulgação)

Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (25), o promotor Guilherme Franchi da Silva Santos, do Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e o tenente-coronel Cláudio Longo, comandante regional da PMPR, detalharam a Operação Aliança, que apura crimes supostamente cometidos por policiais militares.

As investigações tiveram início com a Polícia Federal e indicam que cinco policiais militares integrariam uma organização criminosa envolvida com contrabando e descaminho. Parte dos investigados teria atuado como “batedores”, repassando informações sobre operações policiais.

O esquema envolveria, principalmente, o contrabando de celulares e cigarros eletrônicos, produtos de alto valor no mercado ilegal. De acordo com o Gaeco, a atuação do grupo ocorre há pelo menos três anos.

A Operação Aliança foi deflagrada pelo Núcleo Regional do Gaeco de Umuarama, com apoio da Polícia Federal, da Corregedoria da Polícia Militar e do 25º BPM. O objetivo é aprofundar as apurações sobre a possível participação de agentes públicos nos crimes investigados.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de busca pessoal e três de afastamento das funções públicas. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.

As diligências ocorreram em Umuarama, Iporã e Icaraíma, cidades onde os investigados atuavam. As buscas incluíram instalações policiais, como armários e alojamentos em unidades da corporação, além de um restaurante e uma sala comercial ligados a suspeitos.

Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por obstrução de justiça. Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos, anotações, fardamentos e armamentos — oficiais e particulares — que agora serão analisados para dar continuidade às investigações.