Prefeitura de Umuarama projeta cenário fiscal apertado e anuncia mudanças administrativas
Balanço do primeiro ano de governo aponta ajustes financeiros, obras condicionadas à infraestrutura e reformulação de serviços públicos.

Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira (19), o prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca, apresentou um diagnóstico do primeiro ano de sua administração e traçou perspectivas para o próximo período, destacando desafios fiscais e estratégias para manter o funcionamento da máquina pública.
Segundo o chefe do Executivo, as estimativas indicam que o município pode iniciar o próximo ano com um déficit entre R$ 26 e R$ 27 milhões, provocado principalmente pela redução nas transferências do IPVA e por mudanças no formato de arrecadação do imposto de renda dos servidores municipais.
O prefeito explicou que parte da arrecadação atual foi utilizada para quitar obrigações herdadas da administração anterior. Com o ingresso do IPTU ao longo do ano, houve recomposição do caixa municipal, permitindo aplicações financeiras que geraram rendimentos utilizados para cobrir despesas como o pagamento do 13º salário.
Diante do cenário projetado, a prefeitura já definiu medidas de racionalização de gastos. Uma delas é a redução de 20% na circulação da frota oficial a partir de janeiro. Outra frente será a modernização administrativa, com a meta de tornar os processos totalmente digitais e acabar com o uso de papel até o segundo semestre.
Na área de habitação, o prefeito comentou sobre o projeto de moradias populares no São Cristóvão, ressaltando que a iniciativa depende de melhorias no sistema viário da região. Ele também afirmou estar articulando para que uma trincheira no trevo da PR-323, próximo ao Parque de Exposições, seja a primeira obra executada dentro da concessão da rodovia.
Em relação à mobilidade urbana, o prefeito defendeu a manutenção do estacionamento rotativo sob gestão municipal, argumentando que o modelo preserva a arrecadação local. Já no transporte coletivo, a proposta é que o município assuma a coordenação do sistema, com previsão de novos veículos e um modelo de remuneração baseado na quilometragem percorrida.
Ao abordar os eventos de Natal, Scanavaca ressaltou que grande parte dos recursos utilizados teve origem em repasses estaduais, minimizando o impacto nas contas municipais. Para 2026, a administração afirma que a prioridade será manter o equilíbrio financeiro e garantir a continuidade dos serviços públicos em um contexto econômico considerado mais restritivo.