Quádruplo homicídio em Icaraíma completa um ano e suspeitos seguem foragidos
Os suspeitos do crime, Antonio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, seguem foragidos, enquanto a investigação permanece em andamento.

O quádruplo homicídio ocorrido na zona rural de Icaraíma completa um ano nesta quarta-feira (5). As vítimas, Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, foram assassinadas em 5 de agosto de 2025. Até o momento, os suspeitos do crime, Antonio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, seguem foragidos, enquanto a investigação permanece em andamento.
Em nota, a Polícia Civil reafirmou que a completa elucidação do caso e a responsabilização criminal dos envolvidos continuam sendo prioridade institucional. A corporação também prestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, destacando o compromisso com a busca pela verdade.
Segundo a PCPR, as investigações revelaram que o crime foi praticado por um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas e atuação organizada na região. As vítimas teriam sido atraídas para uma emboscada, executadas com disparos de armas de diferentes calibres e, posteriormente, tiveram os corpos e o veículo ocultados em compartimentos subterrâneos clandestinos.
A Polícia Civil afirma ainda que os autores adotaram diversas medidas para dificultar a investigação, incluindo a eliminação de vestígios e estratégias para impedir a identificação dos responsáveis. A complexidade da ação criminosa exigiu uma investigação técnica e de longo prazo.
Ao longo deste primeiro ano, a Polícia Civil coordenou uma força-tarefa com apoio da Secretaria de Segurança Pública, do Grupo Tigre, da Polícia Militar, da Polícia Científica, do Corpo de Bombeiros Militar, da Força Nacional de Segurança Pública e de órgãos de segurança pública do Estado de São Paulo, além de outros setores especializados.
Durante a investigação, foram realizadas centenas de diligências, incluindo buscas em áreas rurais, levantamentos de inteligência, exames periciais, análises balísticas, extração de dados de dispositivos eletrônicos, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, análises telemáticas e oitiva de testemunhas, além do cumprimento de medidas cautelares.
A Polícia Civil informou que o conjunto de provas reunido é composto por elementos periciais, documentais, testemunhais, telemáticos e digitais, que seguem sendo analisados pelas equipes responsáveis. A corporação destacou que, até o momento, não há fatos novos que possam ser divulgados publicamente.
Por fim, a Polícia Civil reforçou que continuará empregando todos os meios legais, técnicos e científicos disponíveis para esclarecer completamente o crime e localizar os envolvidos. A corporação destacou que investigações dessa natureza exigem rigor técnico, especialmente diante da atuação de organizações criminosas estruturadas.