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Suspeitos permaneceram em casa com corpo da vítima após homicídio, diz Polícia Civil

Investigação é atualizada na tarde desta quarta-feira (7) e detalha dinâmica do crime ocorrido na rua Benvenuto Gazzi.


Policial

07/01/2026 às 16:14

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Segundo a Polícia Civil, Fernando Ribeiro da Silva foi morto em decorrência de agressões físicas, caracterizadas como espancamento (Foto: Click Umuarama)

A Polícia Civil atualizou, na tarde de quarta-feira (7), as informações sobre o homicídio de um homem cujo corpo foi encontrado em estado de putrefação dentro de um sofá, abandonado em via pública no Parque Alphaville I, em Umuarama. O caso veio à tona no dia 4 de janeiro de 2026, na rua Francisco Rodrigues Júnior, e desde então vem sendo alvo de diligências investigativas.

Com o avanço das apurações, a polícia identificou o autor do crime como C.L.C., de 44 anos. A identificação do suspeito levou, ainda, à confirmação da identidade da vítima, Fernando Ribeiro da Silva, de 43 anos. Ambos são naturais de São Paulo, mas residiam em Umuarama no momento dos fatos.

Segundo a Polícia Civil, Fernando Ribeiro da Silva foi morto em decorrência de agressões físicas, caracterizadas como espancamento. O suspeito nega a autoria do homicídio, o que impossibilita, até o momento, a indicação precisa da motivação. No entanto, as investigações apontam que o crime ocorreu após uma discussão entre as partes, em um contexto de consumo de álcool e drogas.

Após a morte da vítima, o autor do crime e outras pessoas continuaram utilizando normalmente a residência onde o homicídio ocorreu, com o corpo no mesmo ambiente. O imóvel fica na rua Benvenuto Gazzi, em local próximo de onde o sofá com o cadáver foi posteriormente encontrado.

As investigações indicam que a morte aconteceu no dia 31 de dezembro, por volta das 23h. Com o passar dos dias, o corpo entrou em estado de putrefação e o mau cheiro se intensificou. Diante disso, os envolvidos teriam colocado o corpo dentro de um sofá e realizado a desova em via pública no dia 2 de janeiro, nas proximidades da residência.

A Polícia Civil apurou, ainda, que ao menos outras quatro pessoas participaram da morte, ocultação do cadáver e descarte do corpo. Todas já foram identificadas, e as equipes policiais seguem trabalhando para representar pela prisão desses indivíduos, dando continuidade às investigações.

Durante o andamento do caso, C.L.C. foi autuado em flagrante, na noite de terça-feira (6), por integrar organização criminosa, com base no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013. Ele confessou ser membro ativo do Primeiro Comando da Capital (PCC) e, por se tratar de crime permanente, permanece preso na cadeia pública de Umuarama, à disposição da Justiça.