TRE-PR mantém cassação de vereador Lucas Grau por fraude na cota de gênero em Umuarama
Por 6 votos a 1, Justiça Eleitoral confirma que candidatura feminina no Partido Novo foi usada apenas para cumprir exigência legal; parlamentar pode recorrer ao TSE.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) confirmou, nesta segunda-feira (22), a perda de mandato do vereador Lucas Grau (Novo), acusado de ter se beneficiado de uma fraude na cota de gênero durante as eleições municipais de 2024. A decisão foi tomada por maioria, com 6 votos a 1, e ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde a defesa tentará obter efeito suspensivo para mantê-lo no cargo.
A cassação ocorreu após denúncia apresentada pelo PSB, que apontou irregularidades na candidatura de Juliana Clara Monico, também do Partido Novo. Segundo a acusação, ela teria sido registrada apenas para cumprir a exigência legal de que pelo menos 30% das candidaturas sejam femininas, conforme previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97). Juliana teria atuado de forma simbólica na campanha e até pedido votos para o próprio marido, outro candidato da legenda.
Caso a decisão seja confirmada em instâncias superiores, Juliana poderá ficar inelegível por oito anos. Além disso, a vaga deixada por Lucas Grau deve ser assumida por Washington Guirão, suplente mais votado da legenda, com 1.269 votos. A Câmara Municipal de Umuarama ainda não foi oficialmente comunicada sobre a decisão. Até que isso ocorra, Lucas Grau segue no cargo.