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Umuarama tem alta infestação do mosquito da dengue em algumas regiões

Para o monitoramento, a cidade é dividida em 62 localidades e 11 apresentaram alta incidência do mosquito da dengue.


Cidade

10/09/2025 às 09:55

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Os Agentes de Combate a Endemias foram a campo para o quinto levantamento de índice rápido para infestação pelo Aedes aegypti (Foto: Prefeitura de Umuarama)

Agentes de Combate a Endemias (ACE), do Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, foram a campo – entre os dias 1º a 5 de setembro – para o quinto levantamento de índice rápido para infestação pelo Aedes aegypti (Liraa), mosquito transmissor da dengue e de outras doenças, como febre amarela, zika vírus e chikungunya.

Embora o Índice de Infestação Predial (IIP) tenha ficado em 0,6% (até 1% é considerado baixo risco), algumas regiões da cidade tiveram números bem elevados – acima de 6%.

Para o monitoramento, a cidade é dividida em 62 localidades e 11 apresentaram alta incidência do mosquito da dengue – imediações da Escola Vinícius de Moraes (6,3%), Jardim União (5,9%), Zona VII (5,3%), Jardim Colibri (4,3%), Praça Alto São Francisco (4,2%) e Igreja São Paulo, Parque Tarumã, Jardim Belvedere, Parque Dom Bosco, Conjunto Córrego Longe e Parque Primeiro de Maio (índices entre 1,6% e 3,7%).

Considerando as regiões atendidas pelas 18 unidades básicas de saúde (UBS) da área urbana, oito tiveram focos do mosquito variando entre 0,4% e 1,7% (Jardim Cruzeiro, Guarani/ Anchieta, Vitória Régia, Posto Central, Cidade Alta, Primeiro de Maio, San Remo, Lisboa).

As situações mais graves foram registradas no Parque Jabuticabeiras (3,4% de infestação) e no Jardim União (Cohapar I), onde os agentes encontraram larvas do mosquito da dengue em 5,9% dos imóveis visitados.

“No geral ficamos abaixo do limite preconizado pelo Ministério da Saúde (1%). Mas alguns setores tiveram índices altos. Isso mostra que, apesar dos meses frios que passamos, os mosquitos ainda estão se reproduzindo. Não podemos baixar a guarda”, disse a coordenadora da Vigilância Ambiental, Regiani Santos da Silva.

Segundo ela, é no período mais frio que se deve eliminar todos os criadouros, para que no calor os mosquitos não tenham onde se reproduzir. “O que fazemos durante os meses de inverno refletirá lá na frente, quando chegar a época de maior proliferação do mosquito. É agora que devemos intensificar o trabalho preventivo”, completou a coordenadora.