“Vamos continuar com as buscas até dar uma resposta para a sociedade”, diz delegado
As buscas já duram 41 dias e contam com o apoio de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental.

Na noite desta segunda-feira (15), o delegado Thiago Andrade, responsável pelas investigações do desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, fez um balanço das ações realizadas nos últimos dias. As buscas já duram 41 dias e contam com o apoio de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental.
De acordo com o delegado, o fim de semana foi marcado por diligências intensificadas e coordenadas entre as instituições. Vários pontos considerados estratégicos foram vistoriados, especialmente áreas com indícios de movimentação recente ou que poderiam ter sido usadas para ocultar corpos. No entanto, nenhuma confirmação concreta foi obtida até o momento.
Durante as diligências, foram encontrados vestígios relevantes, como projéteis, que já foram encaminhados para perícia. Um dos principais avanços ocorreu no domingo (14), quando duas munições de calibre 9 milímetros foram localizadas em uma propriedade rural próxima ao local onde, supostamente, houve a cobrança de uma dívida de R$ 255 mil — fator que teria motivado o desaparecimento.
A linha de investigação aponta para homicídio e a hipótese é que os homens tenham sido executados dentro da caminhonete Fiat Toro, posteriormente enterrada em um bunker. O veículo foi encontrado na sexta-feira (12), com marcas de disparos e vestígios de sangue, o que reforça a suspeita de um crime violento.

Os desaparecidos — Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, de São José do Rio Preto (SP), além de Alencar Gonçalves de Souza, que teria intermediado a cobrança — foram vistos pela última vez no dia 5 de agosto. Desde então, nenhuma comunicação foi feita por parte deles.
A propriedade onde as munições foram encontradas fica a cerca de 4,8 quilômetros do pesqueiro pertencente a Antonio Buscariollo, de 66 anos, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, ambos considerados suspeitos e atualmente foragidos.